sábado, 3 de maio de 2014

Gratidão - Sefirat ha Omer - 19º dia: Hod de Tiferet


Obrigado por tudo!


Ela é mistura perfeita dos elementos: 

Água: que nos acolheu e é derramada em lágrimas, de alegrias e tristezas, pelos seus e pelos demais.

Fogo: que queima em seu coração, dando forças para mover-se, mesmo exausta, para cuidar de nós.

Céu: que nos leva, ensinando como voar, mesmo antes de criarmos asas e destino certo após seu beijo.

Terra: que nos dá solidez e proteção, norte eterno, morada do amor perfeito, nosso mais precioso lar.

Desejo a todas, por toda Terra.

Um Feliz Todos os Dias!

Joakim Antonio 


Será que agradecemos o suficiente pela vida? Independente de ter religião ou não, ser espiritualista ou ateu, uma coisa sempre vejo em comum, todos agradecem quando ganham algo. Pode ser um carro ou um par de meias, um beijo ou abraço, um cumprimento de bom grado, um sorriso que faz com que ganhemos o dia. Mas poucos agradecem o dia em si, a oportunidade de estar aqui entre vidas compartilhadas. E o melhor, ter a oportunidade de mudar e poder fazer desse dia, o seu melhor.

Eu deixo de reclamar de muita coisa, por ser grato em estar vivo. Minha alegria começa ao acordar, simplesmente porque acordei enquanto muitos continuaram a dormir, para sempre. Ontem minha mãe não estava em casa e eu admirava uma foto dela. A coisa mais linda do mundo deve ser mãe mesmo, porque o nascimento é a coisa mais importante da vida. Pensar que alguém cuidou de você desde gerado, ser parte de alguém, pense bem, fomos literalmente parte dela durante nove meses. Poderia ficara aqui o dia inteiro falando só desse começo, só ele já é motivo para eu nem ter como agradecer tudo isso.

Ah, dizem que podemos acertar mais, se pensarmos antes, "o que minha mãe diria se me visse fazendo isso?". Fica a dica ;)


Hoje é o dia 19 e a terceira semana da jornada, o assunto de hoje é humildade na compaixão, gratidão.


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Convivência - Sefirat ha Omer - 18º dia: Netzach de Tiferet



A beleza mora na diferença.

Não gosto dela, muito oferecida.
Não gosto dele, pensa que é galã.
Não gosto deles, são preguiçosos.
Não gosto delas, são desleixadas.

Essa gente é assim mesmo.
Sabia, são todos iguais.
Só podia ser ele mesmo.
Ela fala demais.

Que coragem de usar isso.
Que medo de ficar taxada.
Que coragem de falar aquilo.
Que medo de ser associada.

Meu filho nunca fez isso.
Minha filha nunca fará aquilo.
Cuidado com todos eles.
Todos sabem do perigo.

Nem lhe dirigimos a palavra.
Olha só o jeito dele.
Era muita ousadia,
querer ser diferente deles.

Joakim Antonio 


Como é fácil estar com quem é igual a nós, tão fácil e gostoso que nos esquecemos de olhar para quem é diferente, na nossa concepção. Porque, internamente, não somos iguais? Não somos todos da raça humana? Em nosso país o ódio é menos explícito, mas também existe, preconceitos velados contra opções sexuais, cores, gostos diversos, mata-se alguém por torcer por um time diferente. Está faltando tolerância e sobrando indiferença.

Aprendi que os hábitos fazem as pessoas, se você é criado em um meio que não respeita o outro, também não respeitará. Mas aprendi que qualquer um pode mudar seus hábitos, principalmente em casa, onde protegidos das regras morais, podemos tudo, inclusive achar que diferenças são defeitos. Acho que ninguém iria gostar de viver em um mundo de clones seus. Padronização existe para coisas e não pessoas, basta notar que o que chamamos de melhor é sempre o que faz a diferença. Eu não gosto porque é diferente, ou porque se destaca mais do que eu? Vamos parar e pensar, juntos.

Hoje é o dia 18 e a terceira semana da jornada, o assunto de hoje é tolerância na compaixão, convivência.


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Empatia - Sefirat ha Omer - 17º dia: Tiferet de Tiferet


Empatia não é apenas sentir, é estar!



Difícil ser além de você
sentir, ouvir, transportar-se

Fácil esquecer, passar ao largo
ouvidos cegos, olhares surdos

Ser amargo

Impossível sentir, coração letárgico
sem entrada para possíveis amigos

Visão sonhada, na outra margem
mas não constrói pontes para passagem

Ser estático

Pessoas rindo, outras chorando
Compartilhando o dia, conforme sentiam

De repente, coração enlouqueceu
batia no ritmo de outra pessoa

Ser amado

Aprendeu gostar, começou descobrir
como saber do outro, sem ao menos ver

Agora, nunca mais separado
chorou, riu, esbravejou, sentiu

Ser humano


Joakim Antonio


Justamente na madrugada de hoje, li um artigo dizendo que a empatia contribui para nossa evolução. Sem ela não conseguiríamos viver em sociedade. Estudos apontam o choro do recém-nascido, em reflexo a outro, como um possível precursor inato da empatia. Outros apontam como dom, não nasceu com ele esqueça, mas não acredito nessa hipótese, se falarmos de dom como, ter mais empatia que, aí sim é mais aceitável.

Analisando hoje em dia, eu vejo que desde criança eu me coloco no lugar dos outros. Passei muito tempo sem entender que o outro não buscava melhoras, era inconcebível para mim que isso acontecesse. Estava faltando colocar-se verdadeiramente no lugar do outro, para então pensar claramente no que você faria no lugar dele. As circunstâncias moldam e mudam qualquer pessoa, e é muito difícil percebermos o que leva alguém a certas atitudes sem conhecermos tudo que ela passou. É fácil censurar apenas por ver e difícil  não apoiarmos após, nós mesmos, tentarmos fazer.

Hoje é o dia 17 e a terceira semana da jornada, o assunto de hoje é compaixão na compaixão, empatia.


quarta-feira, 30 de abril de 2014

Restrição - Sefirat ha Omer - 16º dia: Gevurah de Tiferet


Às vezes precisamos apenas observar. 

Quando era criança minha professora contou a história do menino que amava borboletas. Ele adorava tanto que arrumava brigas por causa delas, protegendo-as dos outros meninos que queriam arrancar-lhes as asas.

Um dia o menino encontrou, no quintal de casa, o que ele chamou de casa das borboletas. Lá ele viu vários casulos enfileirados e seus olhos brilharam de alegria, ele iria presenciar o nascimento de suas amigas. Daquele momento em diante voltava várias vezes ao dia, não querendo perder aquele glorioso momento. Após duas semanas, num domingo à tarde, aconteceu. Ele viu um casulo mexendo-se, a luta da borboleta para sair vagarosamente dele e a demora, para ele, dela abrir suas asas. Pensara que seria mais rápido, mas não importava, finalmente vivera seu momento mais precioso, o nascimento de uma de suas amigas que coloriam seu quintal. Mas havia mais, e ele as amava tanto que teve uma ótima ideia, vou ajudar a próxima.
Então com todo carinho e cuidado do mundo, foi abrindo uma das pupas que estava mexendo-se e ajudando-a sair daquela prisão o quanto antes. Ele estava feliz ao ajudar, mas algo estranho aconteceu, ela não abriu as asas como a primeira, estava todo encolhida, asas amarrotadas. Foi correndo chamar sua mãe e tentar ajudar sua amiguinha, mas nada podia ser feito. A face do menino agora era uma cachoeira de lágrimas.

Sua mãe sentou-se com ele e explicou que o esforço feito pela borboleta faz para sair do casulo, é para o seu bem. Ela precisa fazer força para que o sangue vá aos poucos preenchendo suas asas e, aos poucos, dando movimento a elas. Também explicou como ele era uma borboleta em casulo, assim como todas as crianças e como os pais muitas vezes fazem o mesmo que ele fez, errando porque amam demais, mas aprendendo com o tempo e como ele só a entenderá no futuro, assim como ela entendeu sua mãe apenas agora.

Mais calmo ele pediu para voltar ao ninho das borboletas, aonde agora, iria apenas observar a sabedoria da natureza.

Joakim Antonio 


Muitas vezes fazemos como o menino do texto, reagimos sem saber o que está acontecendo, nossa compaixão é tão grande que podemos estar fazendo algo ruim sem percebermos, não só quanto aos outros, mas a nós também. E há também às vezes em que reagimos com raiva diante de atitudes de quem nos ama, sem perceber que eles estão reagindo ao que nós estamos passando. Pode acontecer com um estranho também, quem já não presenciou ou passou por um momento, em que alguém vai falar com uma pessoa e ela grita, "Me deixe em paz, não está vendo que quero ficar sozinho!", pois é, o outro não estava vendo e queria sim, ajudar de alguma forma.

Eu já passei por isso várias vezes, porque não sabia distinguir quando devia observar e quando devia falar. Aliás, até hoje ainda passo, ainda estou aprendendo a observar mais do que agir logo, nesses casos eu quero ver a pessoa parar de sofrer o quanto antes. Um dia a gente aprende que a natureza tem seu curso certo, então passamos a observar tudo com olhos totalmente diferentes.

Hoje é o dia 16 e a terceira semana da jornada, o assunto de hoje é disciplina na compaixão, restrição.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...